Estas foram as primeiras ideias em relação a este projecto. Muitas delas já se encontram desactualizadas em relação ao processo de trabalho que tenho encaminhado. Mas é importante, para mim, ir voltando ao início; ou perceber o início das ideias.

Gostava de pensar esta proposta e o que posso fazer dela, em continuidade com algumas ideias que já tinha começado a problematizar em trabalhos passados.

Tenho um grande interesse na presença e realidade dos objectos; questionando as suas funções, tornando-os em peças desmanteladas do seu sentido original. Pretendo manter um raciocínio e uma pesquisa interessada na escolha de objectos que possuam por si só uma qualquer capacidade icónica, quase simbólica. A partir de materiais vários (como o gesso, silicones etc. pelo meio de moldes…) reproduzi-los e modificá-los.

Torna-se também um ponto relevante a relação que estes objectos podem obter entre si, se colocados de determinada maneira; como num altar religioso em que são simbólicos tanto por si só e como pela maneira como são colocados. O mesmo posso aferir do posicionamento muito pessoal de objectos numa mesinha de cabeceira, ou na banca de uma cozinha; composições por vezes ingenuamente hierárquicas.

A ideia de uma estranha aproximação à ‘assemblage’ recorrendo a estes objectos modificados, surge aqui como um caminho vasto em hipóteses de composição, e que me pode ajudar a perceber a forma final destes objectos agrupados.

 

Dentro desta linha de pensamento reuni alguns tópicos ainda muito pouco organizados e específicos mas que procuram, de alguma forma, tactear potenciais ideias e enredos.

 

. assemblage.

. relações entre os objectos.

. absorção e distorção da ‘utilidade’ ou função dos objectos.

. que características essenciais denunciam a utilidade de um objecto?

. como destruir e manipular o simbolismo dos objectos?

. composição

. o teatro, a cenografia.

. a construção de um cenário, de uma história.

. a organização dos artefactos como se tratassem de símbolos.

. naturezas mortas.

 

‘It has to do with theater. Theater in the sense of an image, an environment that’s made privately. Somebody makes an altar in their house, or the set up objects on tables, or thet organize objects in windows (like a real theater with curtains). A church is another kind of theater; a museum is another kind of theater.’ Bruce Conner

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