João Miguel Abreu – Relatório

A peça procura ilustrar uma passagem de uma forma orgânica para uma matéria dura, rígida como é a pedra. Procura integrar elementos da natureza não-humana – raízes, polvos, galhos de árvores – bem como formas corporais da mulher. Uma peça que se pretende subtil, que busca numa matéria pesada uma leveza orgânica. A torção de três pernas tenta criar um movimento circular  na peça levando o espectador a fazer o percurso necessário à observação integral da peça, impõe-lhe espaço. Cria-se um núcleo de onde as pernas surgem como que se a peça se fosse erguendo e crescendo a partir de uma massa principal. O plinto de terra não permite que o contexto orgânico se perca e cria um ciclo entre um objecto que vem do natural e se forma com conteúdos deste. À semelhança de um circuito eléctrico, a peça parte de uma massa e ergue-se a partir de formas terminais mas são estes terminais que lhe devolvem o contacto com o meio natural. Semelhante à função das raízes, também a peça só se ergue depois de ir buscar ao solo os nutrientes para sobreviver.

Mármore 47cm x 47cm x 31cm

Plinto quadrado 60cm x 60cm x 30cm em terra compactada.

Fase1

  • Elaboração de maquete em barro

Fase 2

  • Escolha de pedra

Fase 3

  • Desbaste com disco electrodepositado com falange 230mm
  • Escopo, Cinzel e Maceta

 Fase 4

  • Definição em planos de formas principais

 Fase 5

  • Definição das formas com mós de taça e charuto 24c

 Fase 6

  • Acabamentos com fresas electrodepositadas.